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Mitos e verdade sobre Psicoterapia

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A psicologia é uma área do saber onde existem mais mitos que verdades absolutas, e isto porque, quando algumas informações caem no senso comum (com a ajuda da indústria midiática), sofrem distorções quase impossíveis de reverter.

As informações mais distorcidas estão relacionadas ao processo psicoterápico. Alguns mitos encobrem as verdades, o que dificulta o trabalho do psicólogo.


Eis alguns deles:

Mito 1: O psicólogo deve mudar a "cabeça" das pessoas.Jamais. O psicólogo deve verificar junto ao seu paciente, quais os comportamentos excessivos ou deficitários devem ser modulados. Para isto é preciso levar o paciente a modificar alguns pensamentos. Isto se consegue por meio de técnicas como o questionamento socrático, role-play, atividades reflexivas, etc. O executor da mudança é o PACIENTE. O psicólogo só instrumentaliza.
Mito 2 "Psicoterapia é para a vida toda"Nem sempre. Existem casos que algumas sessões podem ajudar o paciente a se ajustar ao seu meio. Neste caso, o …

Quem está no controle da sua vida?

"Controlar alguém é tentar fazer com que se comporte de uma forma que seria confortável para quem supostamente está no controle." (JCM)

Basicamente, todas as pessoas se controlam mutuamente, das mais difesas formas, portanto todos somos controlados e controladores simultaneamente. 

O que torna uma relação adoecida é a forma como estes controles são impostos, uma vez que podem assumir diversas formas, desde um simples olhar, à mais dura demonstração de agressividade.

Porque existe controle?

Os indivíduos tentam controlar o ambiente em busca de gratificações, ou para garantir a manutenção da zona de conforto, onde nada pode sair do lugar, pois as modificações (sejam elas boas ou ruins) implicam em novas formas de adaptações e isto nem sempre é um processo fácil.
Geralmente as atitudes de controle excessivas ocorrerm porque algumas pessoas precisam a qualquer custo ocultar sua fragilidade e insegurança, pois não desenvolveram um repertório comportamental e emocional para lidar com situações de mudanças. Logo, quanto maior é o controle, maior é a insegurança.

Alguns exemplos:

1.Sedução excessiva:

Algumas atitudes sedutoras em excesso podem ser entendidas como forma de controle, uma vez que a sedução em algum momento vai exigir uma resposta equivalente ao estímulo.

Por trás destas atitudes sedutoras geralmente se oculta o desejo enorme de reconhecimento, a fim de suprir uma carência emocional latente, que se manifesta em gestos de afetividade exagerada, ou melhor, o sedutor “dá atenção para receber na mesma medida”. Podemos citar como exemplo as as pessoas que não recebem atenção de forma satisfatória das pessoas próximas.

2.Prestatividade

Alguns indivíduos costumam se antecipar ao outro, realizando favores que nem sempre são solicitados, ou mesmo se antecipando as suas necessidades.
Dirão “ eu fiz isso pensando em você”, ou “sei o quanto você gosta de azul, então comprei esta blusa para você”.  Nem todas as atitudes antecipatórias são formas de controle, mas muitas são questionáveis, especialmente quando tiram do outro a autonomia, e a oportunidade de crescimento. Podemos citar como exemplo as mães excessivamente cuidadosas, ou as namoradas excessivamente ciumentas.
Esta forma de controle se caracteriza por impedir que o outro “caminhe com suas próprias pernas”, pois caminhando poderá se distanciar.....Para evitar que o pássaro aprisionado nesta gaiola de “cuidados excessivos”  aprenda a voar, o individuo controlador atua sempre podando as asas do “pássaro engaiolado”.
O individuo que se encaixa neste modelo de controlador, tende a se magoar com muita facilidade quando o outro se recusa a aceitar seus préstimos, pois se consideram indispensáveis.


3.Controle autoritário
Nesta forma de controle quase não existem subterfúgios: este indivíduo controla o outro abertamente, utilizando da força bruta, de agressão física, verval, psíquica para coagir o outro a agir conforme sua vontade. Podem expor o outro ao ridículo, apenas para que consigam (minimamente) sentir-se superior.

Os três exemplos citado não esgotam o assunto. Existem outros, mas fizemos umm recorte para evitar que o assunto se extenda.

O que estes três tipos  de controladores têm em comum:

O controlador sedutor, o prestativo e o autoritário geralmente apresentam alguma dificuldade em receber e/ou reconhecer o afeto das figuras importantes, sofrendo assim um rebaixamento da sua autoestima. Deste modo costumam apelar para que sejam reconhecidos de alguma forma,usando todos os mecanismos disponíveis para mascarar este “rombo afetivo”.




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