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Mitos e verdade sobre Psicoterapia

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A psicologia é uma área do saber onde existem mais mitos que verdades absolutas, e isto porque, quando algumas informações caem no senso comum (com a ajuda da indústria midiática), sofrem distorções quase impossíveis de reverter.

As informações mais distorcidas estão relacionadas ao processo psicoterápico. Alguns mitos encobrem as verdades, o que dificulta o trabalho do psicólogo.


Eis alguns deles:

Mito 1: O psicólogo deve mudar a "cabeça" das pessoas.Jamais. O psicólogo deve verificar junto ao seu paciente, quais os comportamentos excessivos ou deficitários devem ser modulados. Para isto é preciso levar o paciente a modificar alguns pensamentos. Isto se consegue por meio de técnicas como o questionamento socrático, role-play, atividades reflexivas, etc. O executor da mudança é o PACIENTE. O psicólogo só instrumentaliza.
Mito 2 "Psicoterapia é para a vida toda"Nem sempre. Existem casos que algumas sessões podem ajudar o paciente a se ajustar ao seu meio. Neste caso, o …

O que é perdoar?

O que é perdoar?


"Perdoa o que puder ser perdoado... esquece o que não tiver perdão" (Gessinger, H.)


*psicologa que atende convênio sulamérica *


O que deve ser entendido como PERDÃO?
Na verdade, este conceito não é fechado e dá margens à várias interpretações. 



Uma destas formas se relaciona com o esquecimento de um ultraje, mas como sabemos isto não é algo que se consiga somente com a boa vontade, pois exige ressignificação do ocorrido, ou seja, é necessário interpretar os acontecimentos sob outro viés, buscando compreender também os motivos que levaram alguém a agir de forma destrutiva. 



Naturalmente existem agravos de todos os níveis e quanto maior a ofensa, maior a dificuldade de ressiginificar e perdoar. Porém, sempre que possível, é útil repensar os acontecimentos deixando de lado as emoções, focalizando o fenômeno em si. Será que a mudança de contexto não poderia oferecer outra visão dos fatos?




O grande aliado do perdão é o tempo. Aquilo que hoje pode parecer impossível de se perdoar, daqui algum tempo poderá ser algo minúsculo.



Outro ponto que vale a pena se destacar é que o perdão não pressupõe o resgate da confiança nem do vínculo. Perdoar pode também ser entendido como a ausência de motivação para retaliação.



A magnitude da ocorrência pode deixar marcas duradouras na memória, acionando algumas partes do cérebro sempre que o indivíduo se deparar com circunstâncias que o remetam ao ocorrido, portanto não é a ocorrência em si que determina a gravidade, mas a forma como o indivíduo a percebeu.



Por isso, pra que o perdão ocorra de fato, é fundamental que haja motivação, coragem para enfrentar os novos riscos e desejo de ressignificar as relações. 



É possível perdoar, porém é muito difícil resgatar os vínculos da mesma forma. A relação "perdoada" será quase sempre, uma relação costurada, fragmentada, marcada por dissidências. Porém é necessário dar outro status a este tipo de relacionamento, considerando sempre que as pessoas podem errar de novo.




Se você acredita que não será possível conviver com a pessoa que o magoou, não tente restabelecer o vínculo. O simples fato de não desejar retaliação já pode ser considerado uma forma de perdão. 



Mas se você entender que a relação pode ser resgatada, mesmo com ressalvas, e que os ganhos oriundos do vínculo podem superar a dissidência, pode ser uma boa alternativa.



Abraços!





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