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Mitos e verdade sobre Psicoterapia

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A psicologia é uma área do saber onde existem mais mitos que verdades absolutas, e isto porque, quando algumas informações caem no senso comum (com a ajuda da indústria midiática), sofrem distorções quase impossíveis de reverter.

As informações mais distorcidas estão relacionadas ao processo psicoterápico. Alguns mitos encobrem as verdades, o que dificulta o trabalho do psicólogo.


Eis alguns deles:

Mito 1: O psicólogo deve mudar a "cabeça" das pessoas.Jamais. O psicólogo deve verificar junto ao seu paciente, quais os comportamentos excessivos ou deficitários devem ser modulados. Para isto é preciso levar o paciente a modificar alguns pensamentos. Isto se consegue por meio de técnicas como o questionamento socrático, role-play, atividades reflexivas, etc. O executor da mudança é o PACIENTE. O psicólogo só instrumentaliza.
Mito 2 "Psicoterapia é para a vida toda"Nem sempre. Existem casos que algumas sessões podem ajudar o paciente a se ajustar ao seu meio. Neste caso, o …

Amor patologico

Amor doente


Teoricamente, o  amor é algo positivo, saudável que visa agregar qualidade de vida às pessoas, colaborando para o aumento do bem estar e da saúde física e mental. É por meio deste sentimento que muitas coisas boas foram construídas.

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Infelizmente, em nome deste sentimento,  muita destruição e tragédia ocorreram ao longo da história. Podemos citar como exemplo a Guerra de Tróia, que começou em função do fatídico amor de Paris pela bela Helena. 

É necessário esclarecer, primeiramente o que se entende por amor doente (ou neurótico). Para Fromm (1973) O amor neurótico é caracterizado pelas "falsas concepções do amor" que levam os indivíduos a desenvolver comportamentos compulsivos e pensamentos obsessivos, bem como relações de dependência.

Este amor neurótico começa quando um indivíduo coloca "a vida nas mãos de alguém", passando a se comportar em função do outro. Isto pode levar a um comprometimento da própria vida social, uma vez que em muitos casos, o indivíduo que "ama demais" tende a colocar a relação afetiva no centro de sua existência, como se nada mais existisse - lovecentrismo.

Para evitar esta armadilha é importante lembrar sempre que um relacionamento envolve mais de um indivíduo, com semelhanças e diferenças que devem ser respeitadas, portanto não é adequado deixar de viver de acordo com seus princípios para abraçar os princípios alheios. Isto não é amor, é dependência!

Esta dependência tem como desdobramentos: a ansiedade, o pensamento obsessivo e o ciúme patológico, que pode ser definido como manifestações desmedidas de controle sobre o outro. 

É caracterizada por alguns pensamentos distorcidos  e comportamentos  obsessivos característicos:

Pensamentos:

  • De controle " Onde ele (ela) estará?"
  • Leitura Mental: "Será que está pensando em mim"?;
  • Insegurança: "Será que ele (ela) me ama de verdade?";
  • Onipotência: " Tenho que fazer tudo o que posso para agradar";
  • Leitura mental: "ele (ela) deve estar sentindo minha falta"; "não ligu porque eu fi
  • Catastrófico: " eu morreria sem ele (ela)";
  • Generalização: "ele (ela) é tudo pra mim", nunca mais vou amar ninguém assim", "sem ele (ela) nada mais tem sentido".
  • etc.


Comportamentos: 

  • Vigiar o parceiro, aberta ou secretamente; seja fisicamente ou por meio das redes sociais;
  • Exigir que o parceiro mantenha contato, mesmo quando isto é impossível;
  • Mandar muitas mensagens via celular, mesmo sabendo que o outro não quer, ou não pode responder;
  • Perder a capacidade de tomar iniciativas, delegando ao outro a tomada de decisões sobre sua própria vida;
  • Mesmo quando a capacidade de tomada de decisões está preservada, estas são tomadas visando a proximidade e/ou o bem estar do outro;
  • Abrir mão de seus interesses particulares para "viver somente para o outro";
  • etc.
Se você, ou alguém que você conhece vive este tipo de relação, é o momento de buscar ajuda psicológica, para aprender a amar com mais segurança, em busca de uma relação mais saudável, que possa ser vivenciada com mais alegria e segurança.


Referências


FROMM, Erich. A arte de amar. São Paulo. Martins Fontes. 1971

Maris V. Botari
Psicóloga Clínica




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