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Mitos e verdade sobre Psicoterapia

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A psicologia é uma área do saber onde existem mais mitos que verdades absolutas, e isto porque, quando algumas informações caem no senso comum (com a ajuda da indústria midiática), sofrem distorções quase impossíveis de reverter.

As informações mais distorcidas estão relacionadas ao processo psicoterápico. Alguns mitos encobrem as verdades, o que dificulta o trabalho do psicólogo.


Eis alguns deles:

Mito 1: O psicólogo deve mudar a "cabeça" das pessoas.Jamais. O psicólogo deve verificar junto ao seu paciente, quais os comportamentos excessivos ou deficitários devem ser modulados. Para isto é preciso levar o paciente a modificar alguns pensamentos. Isto se consegue por meio de técnicas como o questionamento socrático, role-play, atividades reflexivas, etc. O executor da mudança é o PACIENTE. O psicólogo só instrumentaliza.
Mito 2 "Psicoterapia é para a vida toda"Nem sempre. Existem casos que algumas sessões podem ajudar o paciente a se ajustar ao seu meio. Neste caso, o …

Você sabe o que é inveja?

Embora sejam sentimentos distintos, a inveja e o ciúme são muitas vezes confundidos, pois são vivenciados com alguma intensidade. A diferença básica é que o ciúme envolve três elementos, enquanto a inveja envolve apenas dois



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A etimologia da palavra inveja é formada pelos étimos latinos in (dentro de) + videre (olhar), que indicam o desejo de desviar o olhar de algo que incomoda. "Olhar para dentro" é o contrário de olhar para fora, onde o objeto do desejo está. O Olhar para dentro indicaria um sentimento de negação do objeto desejado.

Desta forma, é imperioso que o objeto desejado "desapareça" do campo de visão de quem o deseja. Este processo remete à destruição do objeto, seja de forma objetiva ou subjetiva (destruindo a representação do objeto desejado)


Onde nasce a inveja?


Melanie Klein (1991) aponta que a inveja é uma emoção muito arcaica que remonta ao nascimento, no sentimento de frustração que surge no momento em que as necessidades não são atendidas. A frustração  é o sentimento oriundo da ausência de gratificação, que remontaria ao sentimento de raiva por precisar de  (ou desejar)  algo inacessível (em dado momento).


Como se manifesta

O desejo de destruição existe para eliminar os parâmetros de comparação e se manifesta pela negação:

"Eu não queria mesmo....""Nem reparei que você tingiu o cabelo"

Neste caso há uma tendência a destruir o objeto de forma subjetiva. Por não existir a possibilidade de destruir o objeto que incomoda de forma objetiva, o invejoso o faz de forma subjetiva, desviando o olhar daquilo que tanto o incomoda. 


Ou pela racionalização:

“Claro que ela tirou notas boas. Passou a noite inteira estudando. Não fez mais do que obrigação”.

Nestas circunstância, a tendência é minimizar os méritos do outro, simplificando o processo e banalizando os méritos.

Outra forma de manifestação muito presente nos diversos contextos, é a tendência de algum indivíduo se colocar na posição de objeto de inveja: em geral, têm dificuldades em reconhecer suas limitações, passando a viver em um mundo imaginário de superioridade. Estas pessoas acreditam que o outro o persegue, uma vez que não consegue lidar com sua pouca habilidade de solucionar conflitos, e adaptar-se aos novos contextos.


Inveja Branca


Quando falamos de “inveja branca”, não estamos nos referindo ao mesmo conceito, uma vez que esta “inveja branca” pode ser entendida como “Admiração”. A diferença básica é que na admiração não há desejo de destruição do outro e sim uma tendência à imitação (que pode ser bastante prejudicial se não houver parâmetros, já que pode ser entendida como uma espécie de roubo de identidade).


Referências


FIGUEIREDO, Maria Flávia; FERREIRA, Luis Antonio. Olhos de Caim: a inveja sob as lentes da linguística  e da psicanálise. Sentidos em movimento: identidade e argumentação. Coleção Mestrado em Lingüística. 2011 - publicacoes.unifran.br

KLEIN, Melanie. Inveja, Gratidão e outros trabalho. Rio de Janeiro. Imago: 1991.


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