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Mitos e verdade sobre Psicoterapia

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A psicologia é uma área do saber onde existem mais mitos que verdades absolutas, e isto porque, quando algumas informações caem no senso comum (com a ajuda da indústria midiática), sofrem distorções quase impossíveis de reverter.

As informações mais distorcidas estão relacionadas ao processo psicoterápico. Alguns mitos encobrem as verdades, o que dificulta o trabalho do psicólogo.


Eis alguns deles:

Mito 1: O psicólogo deve mudar a "cabeça" das pessoas.Jamais. O psicólogo deve verificar junto ao seu paciente, quais os comportamentos excessivos ou deficitários devem ser modulados. Para isto é preciso levar o paciente a modificar alguns pensamentos. Isto se consegue por meio de técnicas como o questionamento socrático, role-play, atividades reflexivas, etc. O executor da mudança é o PACIENTE. O psicólogo só instrumentaliza.
Mito 2 "Psicoterapia é para a vida toda"Nem sempre. Existem casos que algumas sessões podem ajudar o paciente a se ajustar ao seu meio. Neste caso, o …

Pessoas que amam demais

Pessoas que amam demais

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Dizem os poetas que o amor é algo sublime, difícil de ser explicado. A neurociência afirma que é um conjunto de manifestações químicas que provoca bem estar no organismo, favorecendo a saúde física e o bem estar emocional. Freud diria que é pulsão de vida, ou seja é a canalização da libido em um objeto.

Mas para algumas pessoas é fonte incessante de sofrimento e angústia. O que há de errado?

A priori, não há nada errado em amar, mas sim em amar demais!

O que é amar demais?

É se entregar a uma relação afetiva, onde a outra parte não corresponde na mesma proporção, as vezes fazendo exigências abusivas, levando ao desgaste e ao adoecimento.

As pessoas que amam demais são aquelas que não medem esforços para agradar seu parceiro afetivo, vivendo as vezes em regime de "escravidão afetiva", vivenciando relações de dependência em relação ao seu parceiro afetivo.

Algumas pessoas não percebem que estão vivenciando uma relação desigual, e sentem-se felizes por satisfazer os anseios da pessoa amada. Pode-se citar como exemplo, as pessoas que se endividam para pagar as contas da pessoa amada, sem receber nem mesmo um agradecimento em troca.

Outras até percebem que o relacionamento é desigual, porém não conseguem sair sozinhas desta relação, pois temem a solidão e o abandono.

E outra categoria de pessoas que amam demais, sabe que o relacionamento é abusivo, mas teme as consequências do rompimento; são aquelas que se relacionam com pessoas psicóticas, capazes de cometer atos de violência. E mesmo assim, sentem pena do agressor ou nutrem esperança que ele algum dia mude.

Amar não é um ato de submissão

Encontramos em nossa cultura muitos elementos que induzem os indivíduos a acreditarem que "amar é servir", ou que é possível "fazer qualquer coisa por amor", como sugerem algumas músicas (tente se lembrar de alguma, certamente você conseguirá).

Só, que não....

Amar é um ato de troca, não de submissão. Ninguém precisa enfrentar um relacionamento abusivo apenas para ter o status de pessoa comprometida. 

De acordo com o site MADA Paulistana (Mulheres que amam demais), existem alguns critérios que podem ajudar a definir se a mulher pode ser considerada uma "mulher que ama demais". Os critérios foram muito bem escolhidos, e valem também para os homens. são eles:


  1. Torno-me obsessiva com os relacionamentos?
  2. Nego o alcance do problema?
  3. Minto para disfarçar o que ocorre numa relação?
  4. Evito as pessoas para ocultar o problema?
  5. Repito atitudes para controlar a relação?
  6. Sofro acidentes devido à distração?
  7. Sofro mudanças de humor inexplicáveis?
  8. Pratico atos irracionais?
  9. Tenho ataques de ira, depressão, culpa ou ressentimento?
  10. Tenho ataques de violência?
  11. Sinto ódio de mim mesma e me auto-justifico?
  12. Sofro doenças físicas devido a enfermidades produzidas por stress?

A minha experiência clínica possibilita ampliar esta lista e acrescentar mais alguns critérios:
  1. gastar tempo e dinheiro em excesso para atender as necessidades da pessoa amada;
  2. deixar de atender suas necessidades básicas para atender da outra;
  3. romper com a família ou com amigos por causa da pessoa amada;
  4. seguir a pessoa, ou fazer plantão na porta do seu trabalho ou escola;
  5. ter ciúme exagerado;
  6. demonstrar afeto de forma exagerada e sem crítica;
  7. negar os rompimentos, mesmo quando estes são feitos da maneira mais óbvia;
  8. ignorar os sinais de que a outra pessoa não lhe quer;
  9. obedecer cegamente as ordens do outro;
  10. justificar  de forma superficial seus atos de violência ou agressão;
  11. mudar a aparência ou a religião, ou o estilo de vida apenas para satisfazer o outro. Se estas mudanças lhe trazem satisfação, podem ser consideradas legítimas, do contrário são questionáveis;
  12. deixar de trabalhar, estudar ou produzir para pensar sobre a pessoa amada. Etc.
Naturalmente isto é uma aproximação. Existem outros tantos comportamentos que poderiam ser listados aqui.

O que importa mesmo é que a pessoa tenha consciência deste padrão de relacionamento adoecido e busque ajuda psicoterápica.

Amar é uma das melhores coisas da vida. 
As relações afetivas devem ser vivenciadas de modo a promover a saúde e o bem estar dos envolvidos. Certamente, motivos de estresse e desentendimentos permearão as relações, mas isto é esperado. O que não é saudável é vivenciar uma relação onde o seu investimento afetivo é muito superior ao que recebe.

Pense nisso!


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