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Mitos e verdade sobre Psicoterapia

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A psicologia é uma área do saber onde existem mais mitos que verdades absolutas, e isto porque, quando algumas informações caem no senso comum (com a ajuda da indústria midiática), sofrem distorções quase impossíveis de reverter.

As informações mais distorcidas estão relacionadas ao processo psicoterápico. Alguns mitos encobrem as verdades, o que dificulta o trabalho do psicólogo.


Eis alguns deles:

Mito 1: O psicólogo deve mudar a "cabeça" das pessoas.Jamais. O psicólogo deve verificar junto ao seu paciente, quais os comportamentos excessivos ou deficitários devem ser modulados. Para isto é preciso levar o paciente a modificar alguns pensamentos. Isto se consegue por meio de técnicas como o questionamento socrático, role-play, atividades reflexivas, etc. O executor da mudança é o PACIENTE. O psicólogo só instrumentaliza.
Mito 2 "Psicoterapia é para a vida toda"Nem sempre. Existem casos que algumas sessões podem ajudar o paciente a se ajustar ao seu meio. Neste caso, o …

Não precisamos da aprovação alheia

Psicóloga Bradesco saúde em sp



“Para se fazer grandes coisas não se deve estar acima dos homens, mas junto deles.” Montesquieu

Vamos refletir:

Precisamos realmente de aprovação alheia? 

Percebe-se que algumas pessoas se movimentam mais do que o necessário para agradar os que vivem à sua volta, sofrendo prejuízos consideráveis na individualidade. 

Em geral, buscam agradar ao outro para: 

a) Que sejam aceitos, recebendo afeto, admiração, carinho e amor;


Algumas pessoas convivem em ambientes áridos, onde não há afeto, ou estes são pouco percebidos. E para contornar ou reverter esta situação, tendem a se sacrificar, emitindo comportamentos, as vezes exagerados, para chamar a atenção alheia, e receber (talvez) uma migalha de afeto, algo que indique que sua presença ali é minimamente bem vinda. Estas pessoas, as vezes abrem mão da sua capacidade crítica, apenas para agradar ao outro, passando a pensar e agir como o outro quer, ou imitando o outro.

b) Que não sofram críticas, punições, retaliações etc.
Algumas  pessoas preservam sua capacidade crítica e sua individualidade, porém o preço é alto demais: geralmente convivem com pessoas inflexíveis, pouco aberta a negociações e para que possam viver com o mínimo de paz, passam a atender os interesses dos outros, em detrimento dos seus.

Mas... será que abrir mão das suas características particulares para agradar o outro é garantia de aceitação?

Na verdade não. Ao contrário, pode parecer "garantia de dominação", pois quanto mais você muda, mais o outro exigirá mudanças.... até que não sobre nada de você em você mesmo!!!

Reflita: Vale a pena mudar tanto para obter o mínimo de aceitação da outra parte? A recompensa é proporcional aos ganhos? Se for, ótimo. 

Caso contrário, está aberto o caminho para o adoecimento psíquico, pois tentar agradar ao outro é abrir mão da sua capacidade crítica, dos seus gostos, necessidades, vontades e desejos para abraçar as imposições alheias. Em resumo é viver como se fosse uma extensão do outro. É deixar de conhecer coisas boas, novas e diferentes para viver numa bolha esperando que o outro o reconheça de alguma forma e lhe forneça migalhas de afeto. 

Para alguns indivíduos, a simples possibilidade de não estar agradando incomoda a ponto de levá-lo a níveis elevados de ansiedade. 

Imaginar que esteja provocando a desaprovação alheia, faz com que seu orgulho sofra um abalo e não medem esforços para recuperar a aprovação. Neste caso, convém rever alguns pensamentos: será que o outro está tão preocupado com o que você faz? 




PsicólogaPsicologa Bradesco


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