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Mitos e verdade sobre Psicoterapia

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A psicologia é uma área do saber onde existem mais mitos que verdades absolutas, e isto porque, quando algumas informações caem no senso comum (com a ajuda da indústria midiática), sofrem distorções quase impossíveis de reverter.

As informações mais distorcidas estão relacionadas ao processo psicoterápico. Alguns mitos encobrem as verdades, o que dificulta o trabalho do psicólogo.


Eis alguns deles:

Mito 1: O psicólogo deve mudar a "cabeça" das pessoas.Jamais. O psicólogo deve verificar junto ao seu paciente, quais os comportamentos excessivos ou deficitários devem ser modulados. Para isto é preciso levar o paciente a modificar alguns pensamentos. Isto se consegue por meio de técnicas como o questionamento socrático, role-play, atividades reflexivas, etc. O executor da mudança é o PACIENTE. O psicólogo só instrumentaliza.
Mito 2 "Psicoterapia é para a vida toda"Nem sempre. Existem casos que algumas sessões podem ajudar o paciente a se ajustar ao seu meio. Neste caso, o …

09 fatores que dificultam um relacionamento



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Para conceituarmos a dificuldade é necessário esclarecer  como os relacionamentos se desenvolvem. Na definição de Turner e Richardf (2013), os relacionamentos passam por fases:

Nas fases iniciais ocorrem as trocas de informações básicas, cuja finalidade é promover a busca por interesses afins, ocorrendo certa idealização a respeito do outro. 

Na fase seguinte ocorre a reciprocidade de autorevelação, quando os indivíduos se colocam de forma mais íntima, buscando estreitar o vínculo. É nesta fase que alguns relacionamentos tendem a desmoronar, pois a intimidade realista que o outro mostrou pode não corresponder à idealização oriunda da primeira fase e isto pode levar ao desentendimento.

Desnecessário alertar para os perigos da idealização excessiva, que responde pelo aumento das expectativas com relação ao outro, por isso é importante ser bastante realista no momento de estabelecer relações, a fim de conhecer quais os comportamentos e atitudes que do outro que podem ser tolerados.

Algumas variáveis que respondem pelo fracasso dos relacionamentos são:


1 – Comunicação excessiva
Os relacionamentos são dinamizados em função da comunicação, por isto é importante  ceder em alguns momentos para que a outra parte possa ser ouvida;

2- Comunicação escassa
A dificuldade em se comunicar pode prejudicar alguns relacionamentos, pois é fundamental que os indivíduos se posicionem de alguma forma, nas diversas situações. Quem não sabe falar sobre seus sentimentos, ou não consegue descrever o que está sentindo corre o risco de ser mal interpretado. Para quem tem dificuldades em desenvolver estas habilidades sociais, sugiro que procure um bom psicoterapeuta. Existem técnicas muito eficientes.

3 – Escuta excessiva
“escutar demais” em linguagem comum significa interpretar erroneamente aquilo que foi dito. Por isso é importante perguntar antes de fazer inferências inadequadas ou inoportunas.

4- Escuta deficitária
Escutar “de menos” também pode colocar uma relação em xeque. É importante ouvir o que o outro tem a dizer, mesmo que não concordemos.

5 – Olhar excessivo
Consiste em observar o comportamento do outro além do que é permitido pelos limites da individualidade. 

6- Olhar deficitário
Consiste em não enxergar aquilo que é obvio e ululante, apresentando dificuldades em confrontar com a realidade e os obstáculos.

7 – Invasão
Invadir o outro consiste em romper com os limites colocados ou com a exigência de mais espaço na vida alheia, quando esta possibilidade é inviável. 

8- Distanciamento

O extremo oposto também pode prejudicar muitas relações, pois é difícil estabelecer vínculos com indivíduos emocionalmente distantes, que não expressam suas emoções, pensamentos ou sentimentos.

9- Idealização excessiva

Quando duas pessoas se conhecem é natural que alimentem expectativas em relação ao outro. Destas expectativas, nascem as idealizações, que, na maioria das vezes, não se concretizam. Isto pode gerar cobranças, que em algum momento se tornam abusivas, e isto pode levar o relacionamento à falência.

Estes são apenas alguns aspectos. Você pode elencar outros.



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