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Mitos e verdade sobre Psicoterapia

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A psicologia é uma área do saber onde existem mais mitos que verdades absolutas, e isto porque, quando algumas informações caem no senso comum (com a ajuda da indústria midiática), sofrem distorções quase impossíveis de reverter.

As informações mais distorcidas estão relacionadas ao processo psicoterápico. Alguns mitos encobrem as verdades, o que dificulta o trabalho do psicólogo.


Eis alguns deles:

Mito 1: O psicólogo deve mudar a "cabeça" das pessoas.Jamais. O psicólogo deve verificar junto ao seu paciente, quais os comportamentos excessivos ou deficitários devem ser modulados. Para isto é preciso levar o paciente a modificar alguns pensamentos. Isto se consegue por meio de técnicas como o questionamento socrático, role-play, atividades reflexivas, etc. O executor da mudança é o PACIENTE. O psicólogo só instrumentaliza.
Mito 2 "Psicoterapia é para a vida toda"Nem sempre. Existem casos que algumas sessões podem ajudar o paciente a se ajustar ao seu meio. Neste caso, o …

Qual a melhor terapia para você?



Não existe uma resposta fechada para esta pergunta, pois nos atendimentos psicológicos levamos em conta diversos fatores:

Gabbard (1999) afirma que:

"O tratamento mais adequado para um paciente não é necessariamente o mais eficaz em termos de custo" (p. 210)

Nem sempre o tratamento mais caro é eficaz. 
Não é o preço que determina a qualidade de um tratamento. Daí a importância de negociar o valor a ser pago com o terapeuta. O que é barato para uns, pode ser caro para outros.

O tratamento eficaz para você depende da sua capacidade egóica de lidar com seus conflitos

Alguns pacientes talvez nem precise de psicoterapia: uma simples sessão de aconselhamento e orientação pode ser suficiente para ajudar a esclarecer alguns conflitos pontuais. Por exemplo: Orientação vocacional, ou como lidar com familiares problemáticos, etc.

Outros podem se beneficiar da terapia breve, quando suas ansiedades são focais. Para estes, basta que aprendam a lidar de forma eficiente com alguns eventos conflituosos. Por exemplo, medo de falar em público, medo de dirigir, medo de namorar, etc.

No entanto, existem aqueles que precisam de um tratamento um pouco mais prolongado, pois suas queixas têm raízes mais longas. Estes precisam ser ouvidos, compreendidos e aprender a identificar a origem de seus conflitos existenciais, adquirir repertório para modificar seus pensamentos e suas crenças, para enfim modificar o comportamento-problema. Neste caso, a Psicoterapia Expressiva pode ajudar bastante.


Em todos os casos, é dever do psicólogo acolher e escutar toda e qualquer queixa da mesma forma, sem julgamentos, e com a verdadeira intenção de ajudar, pautando seu trabalho pelos princípios da Ética Profissional.

Sobre a frequencia:

Para alguns, a frequencia pode ser livre (a pessoa sente-se melhor vindo à psicoterapia quando quiser);
Outros preferem vir sempre. Depende de cada um

GABBARD, O. Gleen. Psiquiatria Psicodinâmica. Porto Alegre. Artmed, 1999

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