A Dinâmica do Desaparecimento: 

Pessoas que somem

O desaparecimento repentino de indivíduos em contextos relacionais é uma experiência intrigante que, sob a análise da Psicóloga, pode revelar nuances sobre a fragilidade dos laços contemporâneos. Este comportamento, muitas vezes processado pelo interlocutor como uma forma direta de Rejeição, pode gerar ciclos de sofrimento psíquico e dúvidas persistentes sobre o próprio valor.

A Modernidade Líquida e a Fragilidade dos Vínculos

Conforme teorizado por Zygmunt Bauman em Amor Líquido, vivemos em um cenário onde as relações tendem a ser pautadas pelo imediatismo e pelo consumo. O egocentrismo característico da era digital faz com que o outro seja percebido como um objeto de satisfação temporária. Quando a conexão exige profundidade ou revela imperfeições, o  indivíduo  pode optar pela "evaporação" silenciosa, evitando o ônus emocional do encerramento ético.

Mecanismos de Defesa e a Evitação Clínica

Na perspectiva da Psicologia, o ato de sumir pode refletir esquemas de evitação. 

O sujeito pode temer a vulnerabilidade ou não possuir competências para o manejo de conflitos, que na maioria das vezes, os relacionamentos trazem.

Em vez de enfrentar o desconforto de comunicar o desinteresse, o indivíduo projeta suas inseguranças no silêncio. 

Para quem permanece, a Necessidade de aceitação torna o silêncio do outro um ruído ensurdecedor, muitas vezes levando à busca por culpabilização interna.

O Caminho da Reconstrução e Autonomia

É fundamental que o indivíduo afetado pelo desaparecimento alheio procure Assumir o controle da própria saúde mental. 

A Terapia pode auxiliar a Reconstruir a identidade perdida, por meio do reconhecimento do valor intrínseco independentemente da validação externa. Em outras palavras, a psicoterapia pode ajudar a pessoa a se valorizar mais, independente do tipo de valorização que receba de terceiros, focando a atenção em seu comportamento, pensamentos e sentimentos, ao invés de se comparar com outras pessoas.

Psicóloga Maristela Vallim Botari

CRP-SP 06-121677

Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC).

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 Conteúdo informativo desenvolvido pela Psicóloga Maristela Vallim Botari

CRP-SP 06-121677, sem a finalidade de substituir a consulta psicológica.

 

Atendimento em Terapia Cognitivo-Comportamental com Acolhimento Humanizado, escuta qualificada e foco nas necessidades de cada pessoa. 

Terapia Cognitivo-Comportamental: Fornece elementos para identificação e modificação de pensamentos disfuncionais que afetam a saúde emocional.

Acolhimento Humanizado: Torna a consulta psicológica mais natural, eliminando julgamentos de valor e focando na dignidade do indivíduo.


 

 

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