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Psicologia dos Relacionamentos

Relações Orbitais e “Orbiting” - O Distanciamento emocional

 

Relações Orbitais e “Orbiting”





Desvendando as Relações Orbitais


"Orbiting": Quando o apego impede de seguir em frente

O termo "orbiting" foi cunhado pela psicóloga Anna Lovine, na  Revista Men Reppeler,  para descrever uma situação comum em relacionamentos modernos, onde uma pessoa continua mantendo contato nas redes sociais com um ex-parceiro, mesmo após o término da relação.

Relações Orbitais e “Orbiting”

As relações orbitais, também chamadas de relações distantes ou emocionalmente desapegadas, são caracterizadas pela dificuldade em estabelecer vínculos afetivos mais profundos e consistentes. 

 



Pessoas que apresentam esse padrão de relacionamento tendem a manter certo distanciamento emocional, podendo evitar maior envolvimento afetivo por insegurança, receio de intimidade, dificuldades de comunicação emocional ou experiências relacionais anteriores.

Esse padrão pode ser observado em diferentes contextos, como nas relações familiares, sociais e amorosas. 

Em algumas famílias, por exemplo, pode haver dificuldade na expressão de sentimentos, no compartilhamento de experiências emocionais ou na busca de apoio em momentos de sofrimento. 

Nas relações sociais, algumas pessoas mantêm vínculos mais superficiais, evitando maior proximidade emocional. Já nos relacionamentos amorosos, podem surgir dificuldades relacionadas ao comprometimento, à intimidade emocional e à construção de vínculos afetivos duradouros.

O distanciamento emocional não deve ser interpretado de forma simplista ou moralizante, pois diferentes pessoas apresentam diferentes formas de se relacionar. No entanto, em alguns casos, esse padrão pode estar associado a sofrimento emocional, sensação de solidão, dificuldades de pertencimento ou conflitos interpessoais.

 

Terapia em SP:Pessoas que Têm Dificuldade em se Apegar 

Nos últimos anos, o termo “orbiting” passou a ser utilizado para descrever um comportamento observado principalmente nas redes sociais. 

O conceito refere-se à situação em que uma pessoa interrompe um relacionamento ou reduz significativamente o contato direto, mas continua acompanhando a vida do ex-parceiro por meio de curtidas, visualizações de stories, comentários ou outras interações indiretas nas redes sociais.

O termo foi popularizado em discussões sobre relacionamentos contemporâneos e faz referência ao movimento de um corpo que permanece em órbita, mantendo proximidade sem estabelecer efetiva aproximação emocional. 

Esse comportamento pode gerar dúvidas, expectativas e dificuldades emocionais para algumas pessoas, especialmente quando o término do relacionamento ainda está em processo de elaboração.

Embora o “orbiting” não constitua um diagnóstico psicológico, o fenômeno tem sido discutido no contexto das relações interpessoais contemporâneas e do impacto das redes sociais na experiência emocional dos indivíduos. 

Em determinadas situações, a manutenção desse contato indireto pode dificultar o processo de distanciamento emocional e adaptação ao término da relação.

O acompanhamento psicológico pode contribuir para a compreensão das emoções envolvidas nesses processos relacionais. A psicoterapia pode auxiliar na identificação de padrões de relacionamento, no desenvolvimento de recursos emocionais, na comunicação interpessoal e na reflexão sobre expectativas afetivas e limites nas relações.

Além disso, abordagens psicológicas, como a terapia cognitivo-comportamental, podem ser utilizadas no trabalho com pensamentos, emoções e comportamentos relacionados às experiências afetivas e interpessoais. Cada pessoa, entretanto, possui uma história e necessidades específicas, sendo importante que o acompanhamento psicológico respeite a singularidade de cada caso.

Referências (ABNT)

BAUMAN, Zygmunt. Amor líquido: sobre a fragilidade dos laços humanos. Rio de Janeiro: Zahar, 2004.

BOWLBY, John. Apego e perda: apego. 3. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2002.

LEVY, Deborah A. Close relationships and attraction. New York: McGraw-Hill, 2013.

PAPALIA, Diane E.; FELDMAN, Ruth Duskin. Desenvolvimento humano. 12. ed. Porto Alegre: AMGH, 2013.

YOUNG, Jeffrey; KLOSKO, Janet; WEISHAAR, Marjorie. Terapia do esquema: guia de técnicas cognitivo-comportamentais inovadoras. Porto Alegre: Artmed, 2008.


Conteúdo informativo desenvolvido pela Psicóloga SP Maristela Vallim BotariCRP-SP 06-121677
Este material possui caráter reflexivo e não substitui a consulta psicológicanem tem a pretensão de esgotar os assuntos  

Como a psicóloga pode ajudar?

Se este tema faz sentido pra você....

Na psicoterapia, o trabalho é organizado para possibilitar a identificação de padrões emocionais e comportamentais que se repetem ao longo da história do paciente e acabam por afetar relacionamentos, autoestima ou bem-estar emocional.

A análise das circunstâncias em que determinadas reações surgem, incluindo seus contextos e possíveis gatilhos, pode ser realizada. São examinadas as formas de interpretação das situações e a maneira como a pessoa se percebe dentro de suas relações. Recursos psicológicos de enfrentamento podem ser explorados, assim como questões de posicionamento pessoal.

A  sessão de terapia é conduzida maneira individualizada, considerando a singularidade de cada pessoa.



Psicóloga Sp Maristela Vallim Botari

CRP-SP 06-121677

Psicóloga clínica com mais de 12 anos de experiência. A tcc com acolhimento humanizado pode ser integrada para auxiliar na compreensão da singularidade de cada história.



"Considero que somos mais do que a soma das partes, e meu trabalho consiste em ajudar o cliente a montar o quebra-cabeça da vida, juntando peças que aparentemente não fazem sentido separadamente."

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  • Terapia Individual
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    Psicóloga SP - Maristela Vallim Botari

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    CRP-SP 06-121677 | Atendimento Humanizado

    Meu papel como psicóloga é oferecer acolhimento humanizado e contribuir  com a possibilidade de ampliar a compreensão e elaboração das angústias humanas.
    Acredito na importância de uma prática profissional que inclua uma abordagem humanizada na terapia, que valoriza a singularidade de cada indivíduo.
    Considero que somos mais do que a soma das partes, e meu trabalho consiste em ajudar o cliente a montar o quebra-cabeça da vida.
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