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Psicóloga SP, Maristela Vallim Botari: CRP-SP 06-121677
Psicóloga Orienta: Como lidar com pessoas difíceis?
Na minha experiência, já me deparei com pessoas difíceis em diversos cenários. E quem nunca?
Não me refiro àquelas que apenas discordam de nós ou que dão uma "patada" ocasional.
Isso PODE ser considerado comum e PODE ser levado na esportiva, sem grandes estresses, já que todos temos dias de mau humor.
Pessoas sensatas costumam manejar o próprio humor, pedir desculpas e reverter atitudes ruins.
Nesses casos, a convivência PODE ser preservada e os episódios de estresse acabam esquecidos.
Quem são as Pessoas consideradas Difíceis:
No entanto, refiro-me aqui a indivíduos que testam incessantemente nossa paciência e nossos limites através de pressão emocional.
Conforme a perspectiva de Murray (2008), pessoas consideradas difíceis são aquelas que apresentam comportamentos rígidos e desafiadores, utilizando-se de gritos, reclamações, perseguições, calúnias ou humilhações, levando a outra parte até o limite da tolerância ou resistência psicológica.
Neste artigo, as estratégias para lidar com pessoas difíceis, tóxicas ou abusivas serão abordadas, focando em quem ultrapassa os limites da normalidade para controlar e manipular.
◈ Quem são as pessoas difíceis?
Abaixo, os padrões descritos por Murray (2008) reestruturados sob a ótica comportamental:
O Padrão Pessimista: conjunto de comportamentos voltados para a interpretação de eventos pelo viés mais negativo possível, onde a tendência à antecipação de desfechos desfavoráveis pode prevalecer mesmo diante de fatos positivos.
O Padrão Sugador de Energia: conjunto de comportamentos caracterizados pela transferência de demandas pessoais pesadas para terceiros, frequentemente manifestando traços de egocentrismo ou manobras interpessoais que podem resultar em exaustão emocional para quem os cerca.
O Padrão Crítico: conjunto de comportamentos direcionados à busca sistemática por falhas alheias e à manutenção de uma postura de autoridade intelectual ou moral, onde a desqualificação do outro pode ser uma constante.
O Padrão Juiz/Acusador: conjunto de comportamentos pautados no julgamento externo contínuo e na atribuição de culpa a terceiros, evitando o reconhecimento das próprias responsabilidades nos eventos.
O Padrão Melindroso: conjunto de comportamentos que refletem uma sensibilidade exacerbada e desconfiança, onde pequenas situações podem ser interpretadas como ofensas pessoais, exigindo uma adaptação constante do interlocutor.
O Padrão Intimidador: conjunto de comportamentos que utilizam ameaças, reais ou simbólicas, e o uso de poder ou autoridade para exercer controle sobre as ações e decisões alheias.
O Padrão "Fábrica de Desculpas": conjunto de comportamentos voltados para a esquiva de obrigações e responsabilidades, com o uso recorrente de justificativas para a procrastinação ou para o não cumprimento de compromissos.
O Padrão Desagradável: conjunto de comportamentos marcados pela rispidez ou falta de urbanidade, demonstrando pouca consideração pelos sentimentos alheios ou pelas normas sociais de convivência.
O Padrão Agressivo: conjunto de comportamentos que se manifestam através de explosões de raiva, comunicação violenta ou atos físicos impetuosos, o que pode comprometer a integridade e a segurança do ambiente.
O Padrão Reclamão: conjunto de comportamentos focados na expressão constante de insatisfação, onde a percepção de falta e o descontentamento podem se tornar a forma predominante de interação.
Elas podem mudar?
Podem. A mudança em indivíduos com comportamentos complexos é um processo que reside na esfera das possibilidades.
É importante lembrar que você não pode mudar as pessoas, mas pode mudar a forma como você lida com elas e como elas te afetam.
Lembre-se que você não é um SUPER-HERÓI, ou super-heroína.
As pessoas precisam querem a mudança.
Como lidar com pessoas consideradas difíceis?
Praticar essas estratégias pode levar tempo e exige paciência, mas pode trazer melhorias significativas nos seus relacionamentos.
Independentemente do tipo, algumas dicas são fundamentais:
Mantenha a calma: Reagir com emoção pode piorar a situação. Respire fundo e tente manter a serenidade.
Comunicação assertiva: Expresse seus sentimentos e necessidades de forma clara e respeitosa, sem ser agressivo ou passivo.
Defina limites: Saiba quando dizer "não" e proteja seu espaço e sua energia.
Não leve para o lado pessoal: Lembre-se de que o comportamento da pessoa geralmente diz mais sobre ela do que sobre você.
Busque soluções: Em vez de focar no problema, tente encontrar maneiras de resolver a situação ou minimizar o impacto negativo.
Autocuidado: Lidar com pessoas difíceis pode ser desgastante. Certifique-se de cuidar da sua saúde mental e emocional.
Abordagens Sugeridas
O Padrão Pessimista: A tentativa de persuasão pode ser ineficaz. O foco em dados concretos e a manutenção de uma postura neutra pode evitar o contágio pela negatividade apresentada.
O Padrão Sugador de Energia: O estabelecimento de limites firmes e a redução do tempo de exposição ao comportamento pode ser necessário. A ajuda, se ocorrer, pode ser pontual e bem definida.
O Padrão Crítico: A filtragem do conteúdo recebido pode auxiliar a não absorver juízos de valor infundados. Solicitar exemplos específicos e evitar justificativas excessivas pode desarmar a dinâmica da crítica.
O Padrão Juiz/Acusador: A recusa em participar de ciclos de culpabilização pode interromper o padrão. O deslocamento do foco para a resolução da situação, em detrimento da busca por culpados, pode ser uma via mais funcional.
O Padrão Melindroso: A comunicação cuidadosa e a busca por esclarecimentos gentis sobre possíveis mal-entendidos podem minimizar atritos decorrentes da sensibilidade exacerbada.
O Padrão Intimidador: A manutenção da calma e a definição clara de limites aceitáveis podem ser fundamentais. Em contextos específicos, o registro de interações em ambientes neutros pode oferecer maior segurança.
O Padrão "Fábrica de Desculpas": A exposição clara das consequências da inação e a definição de prazos objetivos podem auxiliar no direcionamento da responsabilidade.
O Padrão Desagradável: A manutenção da conduta profissional e a compreensão de que o comportamento pode não ser um ataque pessoal auxiliam na preservação da postura educada.
O Padrão Agressivo: A priorização da segurança pessoal é essencial. A tentativa de desescalonamento através da voz baixa e a ausência de retaliação podem evitar o agravamento de conflitos.
O Padrão Reclamão: A escuta pode ser limitada para não reforçar o ciclo de queixas. O redirecionamento da conversa para possíveis soluções pode alterar a dinâmica da interação.
A interação com diferentes perfis comportamentais pode exigir adaptações posturais para a preservação do equilíbrio nas relações.
A Psicóloga pode observar que o estabelecimento de limites e a neutralidade emocional são ferramentas úteis nesse processo.
Através da Terapia, pode ser viável desenvolver habilidades sociais específicas, enquanto a tcc com acolhimento humanizado pode fundamentar formas de lidar com a toxicidade alheia sem que o indivíduo perca sua própria estabilidade.
Referências:
BERCKHAM, Bárbara
OXMAN, Murray.
Guia rápido para lidar com pessoas difíceis: reconheça os 20 tipos de pessoas- problema. 2. ed.
São Paulo: Editora Gente, 2008.
Psicóloga SP — Maristela Vallim Botari - CRP-SP 06-121677| Acolhimento Humanizado e Terapia de Relacionamentos. Recomenda a leitura de outros Artigos de sua autoria no
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